Para Sempre - Resenha
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Para Sempre” teve o lançamento aqui em terras tupiniquins na época certa: colado ao Dia dos Namorados. Uma história Baseada em um história real, o filme, dirigido pelo desconhecido Michael Sucsy, baseasse na fonte inesgotável dos romances  best seller de Nicholas Sparks ao chocar ao publico com uma história de amor que, apesar de cair em clichês do gênero, ganha o espectador pelo carisma e beleza de seus personagens.

Para Sempre - Resenha

Para Sempre – Resenha

Sendo direto ao ponto sem rodeios, acompanhamos o recém-casados Leo (Channing Tatum) e Paige (Rachel McAdams), notoriamente muito apaixonados, sofrem um trágico acidente de carro, bem no instante em que ela decide que quer um filho. Sem o cinto de segurança(Nunca se esqueça que segurança vem em primeiro lugar), Paige é atirada contra o para-brisa voando para o exterior do carro (em uma cena bemm exagerada e, curiosidade aparte, muito bem realizada). Ao acordar, já no hospital, não se lembra de nada que tenha acontecido nos últimos cinco anos, ou seja, os período da qual o atual marido esteve presente. Tempo de se apaixonar, casar e se realizar pessoalmente.

Para Sempre - Resenha

Para Sempre – Resenha

Artista plástica em ascensão, Paige desperta como se estivesse levando a vida de alguns anos atrás a qual abdicou no passado, quando ainda cursava Direito na universidade, era noiva de Jeremy (Scott Speedman) e vivia seguindo aos conservadores pais Bill (Sam Neill) e dona Rita (Jessica Lange). Diante de uma esposa que o vê como um estranho, Leo tenta fazer com que a moça retorne à sua vida com ele e, assim, possa recuperar todas as lembranças da vida a dois.

Para sempre narra a história de uma moça que após um acidente perde a memória e não se lembra de nada dos últimos 5 anos de sua vida.

Cria-se uma disputa por Paige, Leo terá, além de sofrer com a amnésia da esposa, enfrentar os pais, que querem reescrever os fatos do passado (escondendo um segredo que fez com que a moça cortasse relações com a família) e volte a ser o que queriam que a filha fosse. Com alguns flashbacks recheados de amor, acompanhamos o romance de Leo e Paige nascendo anos atrás, até o inusitado casamento em um museu e uma vida a dois recheada de elementos que vão fazer suspirar os mais românticos.

Assim, Leo (que ganha forma em Tatu com sua constante e fixa cara de quero-colo) tenta, de todas as formas possíveis e imaginais, reavivar a memória de sua esposa, mas a aproximação de Paige com sua antiga vida faz com que esta se afaste aos poucos ainda mais dele, inclusive se relacionando novamente com o ex-noivo. Paige também faz por onde, assistindo a cena do casamento dos dois, olhando fotos e indo até seu estúdio de arte para tentar de alguma forma recuperar sua vida antes do acidente.

Para Sempre - Resenha

Para Sempre – Resenha

Entre alguns conflitos do estranhamento da relação a dois atual, “Para Sempre” tem um leve tom de fuga do romantismo e usa e abusa da questão da tal perda de memória de Paige ao expor uma pessoa que não se reconhece. Afinal, se estava casada com Leo, onde tudo era muito diferente da sua vida normal, alguma razão a levou a isso, mas não consegue encontrar pistas que a levaram a abandonar tudo e ir para a cidade de Chicago em busca de outra vida.

Narrado pelo ponto de vista masculino, o filme é dirigido de forma tradicional e, apesar de escorregar em alguns clichês, ganha o espectador por não cair em situações fáceis, na qual o felizes-para-sempre surgiria antecipadamente. Em vez disso, usa o casamento da irmã para aparar as arestas dos conflitos de Leo com o pai e o ex-noivo de Paige e em uma releitura da relação dos dois, quando o rapaz decide começar do zero e reconquistar a esposa a partir do primeiro encontro. Assim, o romance volta com força total.

“Para Sempre” é inspirado na inusitada história real de Kim and Krickitt Carpenter, cujo acidente aconteceu 18 anos atrás. Atualmente casados e com dois filhos, o curioso é que Krickitt nunca recuperou sua memória. E transpor isso para as telas, embora o resultado não inove no formato, pelo menos cativa pelo carisma e sensualidade de seus personagens, incluindo uma boa química da dupla de protagonistas, que não decepciona em um filme que poderia se tornar meloso ao extremo.

Mesmo idealizando o homem perfeito na figura do ex-stripper Channing Tatum (que mostrará seus dotes como dançarino em “Magic Mike”), que se desdobra entre a paciência e a afobação de ter a esposa de volta, o filme torna crível a inquietação e irritação de uma Paige perdida em si mesma e no mundo de pessoas que eram parte de sua rotina, soando-lhe totalmente alheias após o acidente.

Dividindo-se entre o romance e o drama, além de abordar a falta de memória da personagem principal, “Para Sempre” também abre espaço para a subtrama envolvendo o segredo dos pais de Paige, em uma atuação de destaque de Jessica Lange, expondo seu lado experiente sobre o amor para a filha em um dos momentos mais interessantes do longa.

E apesar de alguns exageros que devem cativar o público indie/hipster mais sensível, o longa agrada pela trilha sonora e bela fotografia, que retrata a cidade de Chicago como acolhedora , se tornando palco para uma história de amor real que, mesmo fortemente adocicada por Hollywood, ainda chama a atenção por sua peculiaridade.

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Gosta de Assistir filmes, frequentador acidou de cinema. Mesmo em viagens não deixa de ver uma estreia local. Já viu tantos filmes que chega a assistir novamente só para lembrar de como era a história toda. Ama animação que chega a parecer uma criança.

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